Quarta-feira, 27 de Maio de 2020
Telefone: (54) 3385 1019
Whatsapp: (54) 996691013
Curta nossa página no Facebook:
Clique para Ouvir
Estrelado
14°
11°C
Tapera/RS
Estrelado
No ar: LIGAÇÃO – O melhor do pop rock nas suas noites!
Ao Vivo: LIGAÇÃO – O melhor do pop rock nas suas noites!
Notícias

Vacina contra coronavírus testada nos Estados Unidos produz anticorpos em roedores

Vacina contra coronavírus testada nos Estados Unidos produz anticorpos em roedores
02.04.2020 14h02  /  Postado por: fernando

Protótipo de vacina contra o coronavírus tem a forma de pequeno adesivo com microagulhas Foto: Divulgação/UPMC
A mais nova candidata a vacina contra o coronavírus teve resultados positivos no primeiro teste em animais. Apelidado de PittCoVacc, o fármaco, aplicado em camundongos, foi capaz de estimular a produção de anticorpos suficientes para a neutralização do Sars-CoV-2 dentro de duas semanas depois da aplicação.

Apesar do avanço, o estudo ainda requer acompanhamento a longo prazo dos animais em que a vacina foi testada para confirmar a imunização. Os camundongos que receberam a vacina da Mers, por exemplo, mantiveram a imunização por um ano. A situação da vacina contra a Sars-CoV-2 parece repetir o feito.

A base para a vacina já existia graças a estudos anteriores para vacinas contra a Sars e a Mers, segundo os pesquisadores. Daí em diante, o que o grupo fez foi aplicar uma técnica já utilizada para vacinas contra a gripe, que consiste em usar pedaços da proteína do vírus (cultivado em laboratório) para induzir o sistema imunológico a produzir anticorpos.

A administração da vacina será por meio de matrizes de microagulhas dissolvíveis, ou seja, uma peça cujo tamanho não excede a ponta de um dedo e que tem cerca de 400 microagulhas feitas de açúcar e com pedaços da proteína do vírus.

Essa peça é colada na pele do paciente, como se fosse um adesivo, e por meio das agulhas, que liberam a vacina sob a pele, o fármaco chega ao organismo. Além disso, a matriz de microagulhas se mantém como curativo, uma vez que as agulhas dissolvem na aplicação.

O uso dos adesivos de microagulhas ajuda a evitar irritações na pele e infecções causadas durante a retirada de agulhas ou quebra de microagulhas não dissolvíveis.

De acordo com os pesquisadores, o sistema produtivo da vacina é escalável, ou seja, pode ser reproduzido com facilidade para atender a demanda. Isso porque tanto as células utilizadas para produção das proteínas do vírus quanto as matrizes de microagulhas podem ser produzidas em massa.

Outra boa novidade, neste caso, é que a vacina não precisa ser mantida em refrigeração, podendo ser armazenada em temperatura ambiente até a aplicação, reduzindo os custos de transporte e armazenamento refrigerado.

Em comunicado, os pesquisadores dizem acreditar que a urgência da demanda por uma vacina contra o coronavírus pode cortar de um ano para alguns meses a concessão de autorização para o início dos ensaios clínicos, com testes em humanos.

*Folhapress

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.