Agro gaúcho deve voltar a intensificar pressão sobre o governo federal nesta semana
Com o Plano Safra 2025/2026 anunciado, o agronegócio gaúcho deve voltar a intensificar nesta semana a pressão sobre o governo federal para implementar medidas específicas que ajudem a aliviar as dívidas acumuladas pelos produtores rurais. Passivos que foram agravados por quebras de safra seguidas, influenciadas por estiagens e enchentes nos últimos anos no Estado. Ao Campo e Lavoura da Gaúcha, Paulo Pires, presidente da da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), deu a tônica dessa projeção:
— É imprescindível que nós tenhamos nos próximos dias a retomada dessa negociação e uma proposta de alongamento que permita que boa parte dos produtores não fiquem negativados.
A retomada dessa negociação, no entanto, depende do grupo de trabalho, criado por meio de uma portaria no início de junho e que ainda não tem data definida para o primeiro encontro.
Pires esclareceu ainda que houve o entendimento de que o governo precisaria anunciar o Plano Safra antes de tomar qualquer decisão. O argumento do governo era de que qualquer medida anterior poderia prejudicar o anúncio oficial do pacote agrícola, voltado ao setor de todo o país. No entanto, com o prazo se esgotando, a situação se torna crítica, acrescenta o presidente da FecoAgro/RS. O plantio de milho no Rio Grande do Sul começa no final de julho, início de agosto, por exemplo.
Nesta semana, o deputado Afonso Hamm tem a expectativa de entregar o projeto de lei 5.122/2023, que trata do alongamento das dívidas e está em tramitação na Câmara Federal.
ZH


