Puxado pela alta na energia elétrica, inflação fica em 0,24% em junho
O Índice Nacional de Preços ao Consumir Amplo (IPCA) ficou em 0,24% em junho. Em maio, a taxa havia ficado em 0,26%. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano, o IPCA acumula alta de 2,99% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,35%, acima dos 5,32% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a variação havia sido de 0,21%.
O resultado mensal foi influenciado, principalmente, pela energia elétrica residencial, que está com a vigência da bandeira tarifária vermelha.
— Com alta de 6,93% no primeiro semestre do ano, a energia elétrica residencial tem pesado no bolso das famílias, registrando o principal impacto positivo individual no resultado acumulado de 2025 — destaca Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.
Grupos
O grupo Alimentação e bebidas registrou a primeira queda, de -0,18%, em nove meses, após a alta de 0,17% em maio.
O grupo foi influenciado pela alimentação no domicílio, que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com quedas no ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). No lado das altas, destaca-se o tomate (3,25%).
Grupos do IPCA em junho
- Alimentação e bebidas: -0,18%
- Habitação: 0,99%
- Artigos de residência: 0,08%
- Vestuário: 0,75%
- Transportes: 0,27%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,07%
- Despesas pessoais: 0,23%
- Educação: 0,00%
- Comunicação: 0,11%
Porto Alegre tem segunda menor variação
Analisando apenas os índices regionais, Porto Alegre teve a segunda menor variação do país, com 0,05%. A capital gaúcha ficou na frente apenas de Campo Grande, que teve deflação de 0,08%.
A maior variação entre as capitais, de 0,64%, foi registrada em Rio Branco, no Acre, em razão do encerramento da meia entrada no cinema, teatro e concertos.
ZH


