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Dez anos, 55 mil a menos: o êxodo silencioso dos produtores de leite no RS

Levantamento da Emater divulgado na 48ª Expointer renovou o número de produtores que largaram a atividade leiteira no Estado
Dez anos, 55 mil a menos: o êxodo silencioso dos produtores de leite no RS
05.09.2025 14h54  /  Postado por: mateus

O número de produtores que deixaram a atividade leiteira voltou a crescer no Rio Grande do Sul. Nos últimos dois anos, 4.073 propriedades saíram do setor — uma redução de 12,3% no total de estabelecimentos que comercializam leite cru ou processam o produto em agroindústrias legalizadas. Os dados são do 6º Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite, divulgado pela Emater na 48ª Expointer.

De acordo com Jaime Ries, zootecnista e assistente técnico estadual em Bovinocultura de Leite da Emater, a redução expressiva em um curto espaço de tempo reforça uma tendência que se confirma na última década. Ao longo da última década, mais de 55 mil produtores gaúchos deixaram o segmento.

Mesmo assim, o leite continua saindo das propriedades rurais praticamente no mesmo volume. A diferença é que, agora, há cada vez menos mãos no comando dessa produção. Houve um leve crescimento de 0,2% em relação ao ano anterior, atingindo 3,84 bilhões de litros por ano.

Ainda segundo o técnico, a diminuição significativa reflete desafios estruturais enfrentados pelos produtores, especialmente os de menor porte, como dificuldades na sucessão familiar, rentabilidade reduzida e falta de mão de obra qualificada.

Já a manutenção da produção se deve à maior especialização e ao aumento da escala dos produtores que permanecem na atividade, que hoje possuem rebanhos maiores e mais produtivos. A média de vacas por propriedade quase dobrou em dez anos, saltando de 13,95 para 25,65 animais, e o volume médio diário de produção por estabelecimento passou de 137 para 364 litros.

— Com menos produtores, mas com rebanhos maiores e mais especializados, conseguimos manter a produção. A atividade está se concentrando em propriedades de maior porte — esclarece Ries.

ZH

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