Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026
Telefone: (54) 3385 1019
Whatsapp: (54) 996691013
Curta nossa página no Facebook:
Clique para Ouvir
Tempo limpo
36°
20°
21°C
Tapera/RS
Tempo limpo
No ar: STUDIO NEWS – As principais informações do dia.
Ao Vivo: STUDIO NEWS – As principais informações do dia.
Notícias

Distribuidora do RS teve maior reajuste na tarifa de energia elétrica do Brasil em 2025; veja ranking

Cooperativa do noroeste do Estado aumentou em 46,83% o valor pago por consumidores residenciais
Distribuidora do RS teve maior reajuste na tarifa de energia elétrica do Brasil em 2025; veja ranking
02.02.2026 10h14  /  Postado por: mateus

É gaúcha a distribuidora com o maior reajuste da tarifa de energia para consumidores residenciais em 2025. O efeito para clientes da Certhil — permissionária do noroeste do Estado — foi de aumento de 46,83%, o maior do Brasil no ano passado (veja ranking abaixo). O levantamento foi feito pela coluna com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Apesar da alta forte, a cooperativa ocupa somente a 94ª posição entre 103 distribuidoras com as tarifas residenciais mais caras. Procurada, a Certhil diz em nota que “o impacto percentual observado no reajuste decorre do histórico tarifário altamente favorável da cooperativa” (veja íntegra no final da coluna).

No Brasil, as provedoras de energia são dividas em dois tipos de outorga: concessionárias e permissionárias — que atendem áreas menores, geralmente rurais. Considerando apenas as concessionárias, a maior alta também foi de uma distribuidora do RS: a CEEE Equatorial, que aplicou aumento de 21,76% aos consumidores residenciais, maior índice em relação a outras 51 empresas.

Questionada, a empresa afirmou em nota que o resultado do reajuste “está relacionado, principalmente, a custos do setor elétrico que não são gerenciáveis pela distribuidora” (veja íntegra no final do texto).

Em entrevista recente à coluna, a gerente corporativa de Tarifas, Dayanni Rossi Grassano, justificou o reajuste expressivo da tarifa citando o aumento de encargos setoriais direcionados a políticas públicas, como a Tarifa Social de Energia Elétrica.

Dayanni também disse que, como o reajuste da Equatorial ocorreu em novembro, a empresa precisou absorver essa alta, enquanto empresas cuja revisão da tarifa ocorre no primeiro semestre não precisaram repassar estes custos — que devem chegar ao consumidor no reajuste de 2026.

A tarifa residencial da CEEE é a 36ª mais cara do Brasil, seguida pela da RGE, na 37ª posição. A distribuidora gaúcha com o índice mais caro é a  Coopernorte, com o terceiro real por quilowatt-hora (R$/kWh) mais elevado do país.

A tarifa de energia é um dos componentes da conta de luz, que inclui outras cobranças, como impostos e a bandeira tarifária — que também subiu em alguns momentos de 2025.

Nota da Certhil na íntegra

“A Certhil destaca, inicialmente, que o impacto percentual observado no reajuste decorre do histórico tarifário altamente favorável da cooperativa. Por dois anos consecutivos, a Certhil manteve-se com a energia mais barata do país, o que naturalmente faz com que qualquer atualização posterior represente um percentual expressivo. Mesmo diante desse cenário regulatório e dos reajustes, a cooperativa segue com a nona tarifa mais acessível entre as 103 distribuidoras brasileiras.

HISTÓRICO DAS TARIFAS DA CERTHIL

Todos os processos de reajuste tarifário são regulados e fiscalizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que são aplicados anualmente a todas as distribuidoras do Brasil. Esses reajustes têm como finalidade recompor custos inevitáveis do setor, como despesas operacionais, geração, transmissão e encargos setoriais, e não são definidos de forma discricionária pelas distribuidoras.

A Aneel aprovou, em julho do ano passado, o reajuste tarifário de 15 permissionárias de energia que atuam nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. No caso específico da Certhil, o reajuste foi homologado por meio da Resolução Homologatória nº 3.497 (disponível em nosso site), de 22 de julho de 2025, com vigência a partir de 30 de julho de 2025 até julho deste ano.

Com a atualização do ano passado, a tarifa convencional de baixa tensão passou a ser de R$ 0,60 por kWh, sem os impostos.

Cabe destacar que, no período de 2022-2023, a tarifa praticada pela cooperativa era de R$ 0,56/kWh, que passou para R$ 0,37/kWh em 2023–2024 e R$ 0,41/kWh em 2024–2025, o que consolidou a Certhil como a energia mais barata do país por dois anos consecutivos.

Mesmo diante desse cenário regulatório e dos reajustes autorizados, a cooperativa reforça que atualmente, está com a nona tarifa mais barata entre as 103 distribuidoras do Brasil.

56 ANOS DE INOVAÇÃO E COMPROMISSO COM A COMUNIDADE

A Certhil integra a Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (FECOERGS), o que evidencia seu compromisso com os princípios do cooperativismo e com o fortalecimento das comunidades gaúchas.

Fundada em 1969, a cooperativa nasceu do propósito de levar energia elétrica às áreas rurais. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como protagonista no desenvolvimento regional, com atuação na geração de energia e na oferta de produtos e serviços que contribuem diretamente para o fortalecimento da comunidade.

Atualmente, a cooperativa mantém seu compromisso com a qualidade no fornecimento de energia, a segurança dos serviços e o bem-estar de seus mais de nove mil associados, distribuídos em 16 municípios da região noroeste. Todas as ações são planejadas com foco na sustentabilidade, no crescimento responsável e na valorização dos cooperados.

Atenciosamente,

Assessoria de Comunicação da Certhil.”

Nota da CEEE Equatorial na íntegra

Nota de posicionamento CEEE Equatorial – Tarifa

A CEEE Equatorial informa que o resultado do reajuste da tarifa de energia elétrica em 2025 está relacionado, principalmente, a custos do setor elétrico que não são gerenciáveis pela distribuidora.

Do percentual total aplicado, apenas 1,2% correspondeu a custos operacionais da empresa, valor inferior à inflação do período (4,76%). A maior parte do reajuste decorreu do aumento de encargos setoriais, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), e da elevação do custo de geração de energia ao longo do segundo semestre, em razão do acionamento de usinas térmicas para garantir o equilíbrio do sistema elétrico nacional.

Cabe esclarecer ainda que, considerando as tarifas vigentes no país, a CEEE Equatorial não figura entre as concessionárias com as tarifas mais elevadas, ocupando a 17ª posição no ranking nacional, conforme dados públicos da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O cálculo e a homologação desses reajustes são de responsabilidade da ANEEL, que aplica uma metodologia padronizada prevista nos Procedimentos de Regulação Tarifária (PRORET) a todas as concessionárias do país.

Mesmo diante desse cenário de pressão de custos, a CEEE Equatorial pediu à ANEEL para postergar novamente, em 2025, o reconhecimento de valores referentes ao processo tarifário de 2024, como forma de reduzir impactos aos consumidores após a calamidade pública registrada no Rio Grande do Sul.

ZH

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.
Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Prosseguir