Governo autoriza reajuste no valor dos remédios; saiba quanto pode aumentar a partir desta terça
O governo federal publicou na edição desta terça-feira (31) do Diário Oficial da União a autorização para o reajuste no valor dos remédios, que deve ficar entre 1,13% e 3,81%, conforme definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Portanto, o aumento nos preços já pode ser verificado a partir de hoje.
Mas pequenas atitudes de consumo podem ajudar a controlar os gastos no longo prazo, explica o professor Gustavo Frio, da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Exemplo disso é se cadastrar em programas de desconto de laboratórios.
— Um desconto de R$ 50 em um remédio caro que é comprado todo mês gera uma economia de R$ 600 no final do ano — ilustra.
Como economizar com remédios
Veja dicas do professor Gustavo Frio, da PUCRS:
- Fazer pesquisa de preços entre farmácias diferentes
- Conferir as farmácias de bairro, que oferecem boas condições de preço
- Antecipar a compra dos medicamentos
- Pesquisar a possibilidade de retirar os remédios por meio do programa Farmácia Popular do governo federal
- Verificar se o plano de saúde subsidia uma parte dos medicamentos na hora da compra
- Cadastrar-se em programas de descontos de laboratórios
- Perguntar ao atendente da farmácia se há alternativas para obter mais desconto
- Fazer uma tabela de quanto se paga pelos medicamentos]
Medicamentos que não devem sofrer reajuste
Conforme estabelece a Lei 10.742, de 2003, determinadas classes de medicamentos não precisam seguir o reajuste.
Dessa maneira, fitoterápicos, homeopáticos e remédios isentos de prescrição de alta concorrência no mercado — aqueles que não precisam de receita médica para serem vendidos em farmácias e drogarias — não devem sofrer reajustes.
Descontos em dias especiais
O diretor-executivo do Grupo Panvel, Roberto Coimbra, afirma que o reajuste nas lojas da rede será repassado apenas para os medicamentos que sofreram o aumento anual:
— Não tem por que, em função de uma virada de calendário, aumentar para o consumidor preços que não sofreram aumento de custo.
Ele acrescenta que há convênios com empresas e descontos em dias especiais em determinadas categorias de medicamentos:
— Há muitos anos, fazemos uma campanha para reunir as melhores condições de preços nos produtos genéricos. Muitos entram com uma condição melhor naquele dia.
Ajuste dos estoques
Outra rede, a Agafarma, diz em nota que o reajuste anual “é um movimento regulado e esperado pelo setor”.
Pensando nesse cenário, a empresa realizou no mês de março a Mega Feira Agafarma para criar “uma oportunidade estratégica para antecipação das compras e ajuste dos estoques das lojas antes da entrada em vigor dos novos preços”.
A Agafarma acrescenta que comunica previamente os clientes sobre os reajustes por meio de diferentes canais para permitir que possam se planejar.
“É importante destacar que esse reajuste é determinado por órgão regulador“, diz a nota. “Sendo assim, inevitavelmente precisa ser repassado ao consumidor, pois as lojas não conseguem absorver esses custos por muito tempo, em função do risco de comprometer a sustentabilidade da operação.”
Farmácias independentes
Já a Farmácias Associadas afirma, também em nota, que suas unidades “praticam os valores mais convenientes para a sua competitividade, pois são independentes” e que a rede não controla a precificação de cada uma.
O texto explica que a Farmácias Associadas “funciona com o modelo do associativismo, que permite as farmácias independentes manterem sua autonomia, mas com as vantagens competitivas de uma grande rede: negociação conjunta, marketing cooperado, acesso a tecnologias e inteligência de mercado”.
ZH


