Juro do consignado CLT para trabalhadores do comércio supera cheque especial
Ainda que tenha garantia de desconto na folha de pagamento e da multa rescisória na demissão, o consignado CLT tomado por trabalhadores do varejo de Porto Alegre está com juro mais alto do que o limite do cheque especial, crédito usado quando a pessoa gasta tudo que tem na conta do banco. A taxa que mais apareceu na pesquisa do Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas POA) foi de 8,63% ao mês. O teto, por lei, do cheque especial é de 8%. Não tem justificativa para isso.
A taxa mais alta encontrada na pesquisa da entidade, que ainda está em andamento, foi de 18,53%. É altíssima, mas a coluna já recebeu relato de empresa com juro mensal cobrado de funcionário acima de 30%.
Em recente visita à coluna, o presidente do Sindilojas, Arcione Piva, reforçou o coro de empresários preocupados com o assunto, o que provocou esta pesquisa que ainda está em consolidação dos dados. A entidade da Capital também pediu para a Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) a enviar um comunicado pedindo providências ao Ministério do Trabalho.
Relembre algumas das várias publicações da coluna sobre o assunto:
- Os juros mais baixos são cobrados por bancos públicos: nem todo empréstimo consignado CLT é ruim; saiba diferenciar
- Os piores casos estão levando a pedidos de demissão: em 67% dos supermercados do RS, funcionários já pediram demissão para não pagar o consignado
- Três propostas interessantes levadas ao governo federal pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG): três boas propostas para conter a sangria do crédito consignado CLT
ZH


