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Pressionado e com mudanças, Brasil precisa golear o Haiti para transformar ambiente na Copa

Contra o Haiti, nesta sexta-feira (19)não vai bastar apenas ganhar. Vencer a partida das 21h30min (horário de Brasília), pela segunda rodada da Copa do Mundo, é obrigação. Para reduzir a desconfiança, dar um recado e renovar a esperança, a Seleção tem de ser implacável. Só uma goleada ameniza a situação. Para isso, é provável que Carlo Ancelotti faça pelo menos três modificações na equipe em comparação com a que estreou contra Marrocos. É, também, uma última chance para outros que foram mal na primeira partida.

Antes de tudo, precisa ser registrado o carinho que recebeu a delegação brasileira na Filadélfia. A cidade, há dois dias, está pintada de verde e amarelo. Na chegada do ônibus da Seleção, uma multidão de torcedores se aglomerou em frente ao hotel. Os atletas retribuíram, descendo do ônibus e tirando fotos. Mesmo quando ouviam alguns gritos de cobrança. Casemiro, por exemplo, foi criticado, mas ainda assim atendeu a galera.

Casemiro, aliás, é um dos que devem sair do time. A má atuação na estreia, que inclusive o tirou no intervalo, tende a ser suficiente para Ancelotti trocá-lo por Fabinho.

Outra troca certa é a de Ibañez por Danilo. Vai entrar um lateral de fato na lateral direita, e não mais um zagueiro improvisado.

A última substituição ainda não está certa. Lucas Paquetá pode dar lugar a Luiz Henrique. Essa troca pode significar uma alteração tática, com Raphinha caindo pela esquerda e deixando Vini Jr. solto. É mais ou menos o que faz Raphinha no Barcelona, sendo o ajudante especial de Lamine Yamal. Agora, é a vez de fazer com Vini Jr.

Mas é bom que o gaúcho repita as atuações que tem em La Liga agora na Seleção. Ele é um dos que estão arriscando vaga no time. Matheus Cunha está pronto para entrar no time. Inclusive também na vaga de Igor Thiago, bastante criticado na primeira partida. A polivalência do camisa 9 o coloca como candidato para centroavante ou para meia.

E Endrick?

— É um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar de suas qualidades nesta Copa do Mundo. Ele tem paciência, não tem pressa, é muito maduro para sua idade. É um aspecto muito importante. A família dele também é muito paciente — disse Ancelotti.

Quando perguntado sobre a razão para não aproveitar agora um talento extraordinário, com seu jeitão bem-humorado, o treinador respondeu:

— Ainda não é a hora. Vai chegar.

A hora de Endrick pode até não ser contra o Haiti. Mas a da Seleção precisa ser.

ZH

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