Segundo ele, será o momento de pico do fenômeno climático El Niño, com mais chance de chuvas acima da média, seguidas de inundações e também acompanhadas por temporais. Mas o meteorologista aponta o perigo de se imaginar que o risco está somente nesse período:
— O pico acontece a partir de outubro até o começo de 2027. Não quer dizer que não se possa ter situações críticas antes. Por isso, é fundamental monitorar, alertar e acompanhar diariamente as informações. Isso passa a ser o grande esforço coletivo do sistema nacional de proteção e Defesa Civil a partir de agora.
Schnorr afirma que o Defesa Civil Alerta, via telefonia celular, está operando desde 26 de junho. Dias antes, a plataforma foi retirada do ar por causa de um ataque hacker. Ainda se faz o envio de alertas de forma semiautomática, com base em informações buscadas junto aos Estados.
O Rio Grande do Sul já tem acesso à plataforma normalmente e pode gerar seus alertas próprios, informa o coordenador. Uma preocupação da Defesa Civil Nacional é calibrar a ferramenta para que não envie alertas demais, o que poderia levar a uma perda de credibilidade junto à população.
As previsões meteorológicas e os relatórios globais emitidos apontam para um cenário bastante sério e atípico para o El Niño deste ano.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) confirmou que o fenômeno já está ativo no Oceano Pacífico e revisou as projeções de intensidade com dados preocupantes. Em vez de um evento moderado ou passageiro, os modelos matemáticos e de satélite convergem para um fenômeno de proporções históricas.
ZH
